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Óleos essencias contra patógenos do trato respiratório


O número crescente de bactérias multirresistentes estão levando a uma necessidade contínua de descobrir tratamentos alternativos contra infecções, como no caso de doenças do trato respiratório.

Os óleos essenciais (OE), devido à sua volatilidade, podem atingir facilmente as partes superior e inferior do trato respiratório por inalação.

Um trabalho teve como objetivo a avaliação antibacteriana de OE de cravo (Syzygium aromaticum (L.), casca de canela (Cinnamomum zeylanicum), eucalipto (Eucalyptus globulus), tomilho (Thymus vulgaris L.), pinheiro silvestre (Pinus sylvestris), hortelã-pimenta (Mentha x piperita L.) e citronela (Cymbopogon nardus (L.)) contra agentes patogênicos do trato respiratório, como Streptococcus pneumoniae, S. mutans, S. pyogenes, Haemophilus influenzae, H. parainfluenzae e Moraxella catarrhalis.

A concentração inibitória mínima (CIM) e a concentração bactericida mínima (CBM) foram determinadas com o teste de fase de vapor in vitro (VPT) e teste de macrodiluição em meio caldo (BDT). As composições químicas e percentuais dos OE foram determinadas por análise GC-MS e GC-FID.

Entre os OE, o tomilho foi o mais eficaz contra S. mutans (CIM: 0,04 mg/mL no BDT, mas os óleos de casca de canela e cravo também apresentaram alta inibição no meio líquido, com valores de CIM de 0,06 mg/mL e 0.1 mg/mL contra S. pneumoniae e S. pyogenes, respectivamente.

M. catarrhalis foi o mais sensível ao OE do tomilho (CIM: 0,09 mg/mL). A casca de canela foi a mais eficaz contra Haemophilus spp. (CIM: 0,06 mg/mL). No VPT, a casca de canela foi o óleo mais eficaz contra todos os patógenos investigados com valores de CIM na faixa de 15,62 a 90 μl/L. Surpreendentemente, o eucalipto e o pinheiro silvestre apresentaram atividade fraca contra as bactérias testadas nos dois sistemas de teste.

Este trabalho concluiu que o OE de tomilho, cravo e casca de canela pode fornecer atividade antibacteriana promissora contra patógenos do trato respiratório, tanto em meio líquido quanto em fase de vapor. No entanto, seu efeito é menor que o dos antibióticos de referência.

A combinação de OE e antibióticos pode ser benéfica no tratamento alternativo de doenças do trato respiratório. Estudos in vivo são necessários para calcular a dose efetiva de OE em pacientes e determinar seus possíveis efeitos colaterais e toxicidade.

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Referência: Ács, K.; Balázs, V.L.; Kocsis, B.; Bencsik, T.; Boszorményi, A.; Horváth, G. Antibacterial activity evaluation of selected essential oils in liquid and vapor phase on respiratory tract pathogens. Complementary and Alternative Medicine, Vol. 18, n. 227, 2018.

Disponível em: https://doi.org/10.5812/ircmj.14360

Texto escrito por: Jessica C. Bergmann – Aromaterapeuta, Bióloga, Professora e Criadora de Conteúdo da Apotecários da Floresta, Proprietária da #ser.elementar

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