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Influência do meio ambiente no óleo essencial, existe?


O Tanaceto (Tanacetum vulgare, Asteraceae), também conhecido como Catinga-de-Mulata é usado principalmente na medicina tradicional como anti-hipertensivo, antiespasmódico, anti-helmíntico, carminativo, antidiabético e diurético.

O OE ajuda a combater às condições de estresse ambiental da planta: seca, radiação intensa, alta temperatura, conteúdo de metais pesados. Além disso, os OEs não são constantes em termos qualitativos e quantitativos. A qualidade do óleo essencial depende da condição ambiental externa. A seleção natural favorece a sobrevivência da população com a composição do óleo essencial de maior valor adaptativo.

Um trabalho científico teve como objetivo medir a quantidade e a qualidade do OE, como indicador de adaptabilidade e comprovar a afirmação de que as plantas respondem ao estresse ambiental pela produção de OE.

O experimento de laboratório foi realizado analisando o conteúdo de OE do Tanaceto em dois locais completamente diferentes: um local era a zona não poluída, mas o outro local era a zona industrial mais poluída da Sérvia.

Os constituintes do óleo essencial foram separados e identificados usando a cromatografia GC-MS.

As plantas de T. vulgare da zona industrial mostraram maior quantidade de óleo essencial do que as plantas da área não poluída. O crescimento de plantas tanto da zona poluída quanto da zona não poluída pertencem ao quimiotipo de acetato de trans-crisantenila, que é um dos quatro quimiotipos diferentes desta espécie: tujona, acetato de trans-crisantenila, crisantenil e canfórico na Sérvia.

O OE de Tanaceto no local mais poluído consiste 9 vezes mais em b-tujona tóxica do que óleo essencial de plantas não antropogênicas.

Apenas seis componentes (artemísia cetona, transcrisantenil acetato, trans-carveol acetato, óxido de linalol acetato, piperitona e β-tujona) foram encontrados nas plantas de ambos os locais. O acetato de transcrisantenila foi o principal composto nas plantas de ambas as localidades.

O teor total de óleo essencial identificado nas plantas da zona industrial foi 85,8%, enquanto nas plantas da zona não poluída foi 67,3%, em relação à quantidade total.

Os compostos específicos do óleo essencial de Tanaceto da zona industrial foram: germacreno-D, α-cadinol, longiborneol, pinocarvona, álcool de santolina, espatulenol, α-tujona e undecano.

No entanto, os compostos característicos do crescimento da região não poluída foram: α-felandreno, β-felandreno, trans-crisantenol, acetato de p-cresol, p-cumeno, óxido de linalol, cis-pinochampone e hidrato de sabineno.

Percebemos com esse estudo que o conteúdo dos OE é variável e é influenciado pelo grau de poluição.

Já conhecia essas influências ambientais sobre a variedade dos compostos dos OEs? Conta pra gente!

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Referência: Stevovic, S.; Calic-Dragosavac, D.; Mikovilovic, V.S.; Zdravkovic-Korac, S.; Milojevic, J.; Cingel, A. Correlation between environmental and essential oil production in medical plants. Advances in Environmental Biology, vol. 5, n. 2, p. 465-468, 2011.

Disponível em: https://www.researchgate.net/publication/228501890

Texto escrito por: Jessica C. Bergmann – Aromaterapeuta, Bióloga, Professora e Criadora de Conteúdo da Apotecários da Floresta, Proprietária da @ser.elementar

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contato @apotecariosdafloresta.com