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Óleos essenciais para prevenir a propagação da gripe

(Shannon Becker, PhD)

Tradução: Apotecários da Floresta


O outono e o inverno iniciam a temporada de doenças respiratórias agudas, e muitas pessoas estão começando a sofrer com espirros, garganta inflamada, tosse, febre e dores. Muitas vezes há confusão em torno do motivo dessas doenças, e termos comuns como “resfriado”, “gripe”, “pneumonia” e “gripe estomacal” são usados ​​para descrever infecções bacterianas, virais ou fúngicas distintas (Tabela 1).


Os diagnósticos adequados são essenciais para o tratamento eficiente, porque os tratamentos para infecções são muito diferentes, a depender de a infecção ter origem bacteriana, viral ou fúngica. Em alguns casos, as coinfecções (bacterianas e virais) podem complicar ainda mais o diagnóstico.


O vírus sincicial respiratório (VSR), a bactéria Haemophilus influenzae, o vírus influenza e a bactéria Streptococcus pneumoniae são não raramente encontrados juntos em crianças que sofrem de infecções respiratórias (O’GRADY et al, 2016), exigindo uma soma de tratamentos para resolver a infecção.



Tabela 1


Embora os vírus da gripe não tenham sido tão mortais nas últimas décadas quanto no passado, ainda é vital procurar novas maneiras de combater as epidemias de gripe. O desenvolvimento de tratamentos direcionados a várias etapas do ciclo de vida do vírus Influenza A (VIA) será a maneira mais eficaz de combater a infecção por VIA, complicações clínicas e impedir a propagação do VIA.


Os óleos essenciais e seus constituintes demonstraram ser antibacterianos eficazes (TISSERAND, 2015), e esclarecimentos acerca de sua ação como antivirais são fundamentais. Tratamentos com óleos essenciais e outros aromáticos como adjuvantes dos medicamentos alopáticos têm sido bastante úteis para aliviar os sintomas da gripe, como mal-estar, dor de cabeça e coriza (PRICE; PRICE, 2007). No entanto, há evidências de que os óleos essenciais podem ter um papel ativo na redução das complicações da gripe, assim como da disseminação.


Esta revisão descreve o ciclo de vida da influenza, sua interação na célula hospedeira e elenca pesquisas promissoras que sugerem que os compostos aromáticos são tratamentos eficazes para a infecção por influenza e para a prevenção da disseminação deste vírus.


Visão geral da gripe e história das pandemias


Os vírus da gripe são classificados como tipo A, B ou C, e as nomenclaturas como H1N1 são definidas pelas proteínas hemaglutinina (HA) e neuraminidase (NA) do vírus, e são nomeadas conforme o local de origem presumido. Os Vírus influenza A e B causam os sintomas típicos de uma "gripe", ao passo que a variedade influenza C normalmente não é uma preocupação para a saúde humana. Embora a gripe às vezes seja fatal, em geral, as mortes por influenza ocorrem por conta de complicações da infecção, incluindo lesão nos pulmões, pneumonia e infecções bacterianas secundárias.


Os pacientes com alto risco de complicações de uma infecção por influenza incluem crianças pequenas, adultos acima de 65 anos, mulheres grávidas e pessoas com condições crônicas de saúde que afetam os sistemas respiratório e circulatório. Esses pacientes geralmente desenvolvem pneumonia induzida por influenza, pneumonia bacteriana secundária ou síndrome do desconforto respiratório agudo, que pode levar à morte (TESINI, 2018).



Pacientes da gripe espanhola


Existiram seis grandes pandemias (surtos mundiais) de gripe desde 1889. A pandemia de gripe de 1918 (“gripe espanhola”) foi a pandemia mais mortal da história. Aproximadamen