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Potencial terapêutico de receptores olfativos e gustativos ectópicos




Os receptores olfativos e gustativos são expressos principalmente no epitélio nasal olfativo e nas células gustativas do paladar, onde transmitem sinais sensoriais em tempo real ao cérebro.

No entanto, eles também são expressos em múltiplos tecidos extra-nasais e extra-orais, estando envolvidos em diversos processos biológicos, incluindo quimiotaxia de espermatozóides, regeneração muscular, broncoconstrição e broncodilatação, inflamação, regulação do apetite e metabolismo energético.

Uma revisão desenvolvida no College of Life Science and Biotechnology, Korea University, Seoul e publicada na Nature (uma das revistas de maior impacto na comunidade científica), descreve a elucidação dos papéis fisiológicos desses receptores ectópicos revelando potenciais aplicações terapêuticas e de diagnóstico.

Abaixo estão descritas algumas das muitas descobertas sobre o potencial terapêutico dos receptores olfativos e gustativos ectópicos.

A molécula santalol (sesquiterpeno presente no O.E. de Sândalo) e sandralol foram testadas como ligantes do receptor olfativo OR10H1 presente em grande quantidade em células cancerígenas da bexiga. Observou-se uma diminuição na proliferação das células tumorais. Apesar de não se ter testes clínicos, algumas clínicas da Alemanha estão utilizando em pacientes.

No fígado, a molécula citronelal (monoterpeno presente no O.E. de citronela) foi testado como ligante do receptor olfativo OR1A2. Como resultado, foi identificado que esse ligante, inibe a proliferação de células cancerígenas do fígado em células humanas (testado em laboratório).

No pulmão, as moléculas de aldeído bourgeonol, nonanal, hexadecanal; citronelal (monoterpeno) e óleo essencial de bergamota foram testados como ligantes de células neuroendócrinas e células do epitélio da região traquiobronquica e mostraram diminuir a secreção de serotonina em células humanas.

No pâncreas, foi testado nos linfócitos B, moléculas doces como ligantes de receptores gustativos TAS1R2 e TAS1R3 e foi observado em ratos e células humanas a função de potencializar a liberação de insulina induzida por frutose e adoçantes.

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Lee, S-J.; Depoortere, I.; Hatt, H. Therapeutic potential of ectopic olfactory and taste receptors. Nature Reviews. Vol.18, p.116-139, 2019.

Disponível em: https://doi.org/10.1038/s41573-018-0002-3

Texto escrito por: Jessica C. Bergmann – Aromaterapeuta, Bióloga, Criadora de Conteúdo da Apotecários da Floresta. 

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