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Vocês sabem como as árvores lidam com o estresse?


As plantas produzem uma variedade de compostos orgânicos voláteis (COVs). Sob estresses abióticos e bióticos, o número e a quantidade de compostos produzidos podem aumentar. Devido à sua longa vida útil e tamanho grande, as árvores podem produzir COVs biogênicos (COVsB) em quantidades muito maiores do que muitas outras plantas.

Uma revisão científica, sumariza observações recentes dos efeitos do estresse abiótico e biótico nas emissões de COVs das plantas, especialmente em Populus spp. (gênero no qual a árvore do salgueiro pertence).

Foi sugerido que, em níveis fisiológicos celulares, a produção induzida de COVs visa melhorar a resistência das plantas a danos por espécies reativas de oxigênio geradas por múltiplos estresses abióticos.

Nos poucos casos relatados quando a biossíntese de voláteis da planta é inibida ou aumentada, a resposta observada ao estresse pode ser atribuída aos voláteis da planta. O aumento relatado, por exemplo, na fotossíntese variou principalmente entre 5 e 50%. Como resultado do ataque de patógenos ou herbívoros às árvores da floresta, a produção induzida de COVs é localizada no local do dano, mas a indução sistêmica de emissões também foi detectada.

Esses voláteis podem afetar os patógenos fúngicos e a taxa de chegada de insetos herbívoros em árvores danificadas, mas também atuam como compostos de sinalização para manter as cascatas tróficas que podem melhorar a aptidão das árvores por meio da eficiência aprimorada dos inimigos naturais dos herbívoros.

Na escala da floresta, a indução biótica de síntese e liberação de COV leva a um fluxo amplificado de COVsBem reações atmosféricas, que em atmosferas ricas em óxidos de nitrogênio (NOx) resulta na formação de ozônio, e em atmosferas com baixo NOx resulta na oxidação de COVs, remoção de ozônio da troposfera e a formação resultante de partículas biogênicas de aerossol orgânico secundário (SOA).

Os efeitos esperados do aquecimento global podem aumentar a frequência de surtos de pragas florestais, e temperaturas mais altas podem aumentar substancialmente as taxas de emissão de COV das árvores afetadas. No entanto, há um ciclo de feedback negativo, ou seja, o efeito de resfriamento de COVs por meio de albedo (coeficiente de reflexão) de nuvem aprimorado por SOA, o que reduziria os surtos de pragas florestais, enquanto a redução das emissões de COVs com resfriamento neutralizaria esse efeito e, assim, reduziria o papel protetor de COVs contra pragas e patógenos.

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Referência: Holopainen, J.K. Can forest trees compensate for stress-generated growth losses by induced production of volatile compounds? Tree physiology online, vol. 31, p. 1356-1377, 2011.

Disponível em: https://doi.org/10.1093.treephys/trp111

Texto escrito por: Jessica C. Bergmann – Aromaterapeuta, Bióloga, Professora e Criadora de Conteúdo da Apotecários da Floresta, Proprietária da @ser.elementar

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